Igreja Evangélica Presbiteriana em Portugal

QUEM SOMOS?

Quem somos?

Somos cristãos e vivemos a fé, a partir de uma abordagem protestante e de matriz reformada.

Ambas as designações nos recordam que a igreja necessita constantemente de se reformar, transformar, aperfeiçoar (como qualquer outra organização) e remetem-nos para a grande reforma da Igreja surgida em 1517.

Sabemos que toda a palavra definitiva é uma palavra transitória, sempre uma caminhada em que juntos escutamos o Espírito e a voz de Deus. Sabemos que Deus é indizível, porém apenas pela palavra partilhada e pronunciada o tocamos em conjunto. Sabemos que queremos falar de Deus, com Deus e fazer a experiência desta relação em conjunto. Por isso tu e o outro são tão importantes. É na partilha das vidas, das interrogações e afirmações que nos construímos, descobrindo a mão de Deus que nos acolhe.

Sabemos que a Sua voz se manifesta com diversas nuances e pedimos sabedoria e humildade para nos escutarmos, dialogarmos e nos construirmos mutuamente.

Que faria Jesus hoje no nosso meio e na nossa sociedade?

Ele que na sua sociedade e no seu tempo, irrompeu pelo status religioso, político, moral e social desafiando todos a viver não de acordo com a moral vigente, as regras religiosas impregnadas, mas a deixarem-se modelar por uma relação viva com Deus, colocando no centro o amor ao próximo e a Deus e assim serem livres para descobrir Deus e serem testemunhas do Reino de Deus. Livres de todos os poderes que aprisionam e vivem aprisionados.

Ele que, entre escolher os compromissos que lhe salvariam a vida , lhe dariam  conforto e reconhecimento, entendeu que ganhar a vida, dessa forma redutora, seria perder a vida e afastar-se da vontade do Pai. “Seja feita a Tua vontade e não a minha”.

Como viver hoje a vontade de Deus, a sua Paz e a sua Justiça?

Como vivemos hoje, enquanto cristãos, a esperança no Reino de Deus e acreditamos que em seu nome “a justiça e a Paz se beijarão”?

Somos pessoas que se interrogam e procuram entender a vida a partir desta procura constante da presença de Deus. Acreditamos que, quando dois ou três se abrem ao diálogo sobre a sua experiência de fé, ou de falta dela, Deus se insinua ao nosso lado, como Jesus junto aos discípulos de Emaús, e abre novos horizontes, revela-nos novidades que habitavam o nosso coração mas não se manifestavam ainda.

Somos pessoas que te convidam a vir e dialogar, caminharmos juntos o dia a dia e estar aberto a deixar-se tocar pelo silencio de Deus que nos envolve na sua Palavra. Quem sabe, há uma voz que se quer fazer ouvir!

Igreja Evangélica Presbiteriana - Igreja Presbiteriana em Portugal - Igreja Protestante
Igreja Evangélica Presbiteriana - Igreja Presbiteriana em Portugal - Igreja Protestante

Modelamos a nossa fé em alguns princípios simples:

  • Só a fé (sola fide),
  • Só a escritura (sola scriptura), só a bíblia,
  • Só Cristo (Solus Christus)
  • Só a Graça (Sola gratia)
  • Só a Deus glória (Soli Deo gloria)

Acreditamos no sacerdócio universal de todos os crentes.

Para conhecer o significado destes princípios fala connosco ou começa por
procurar o seu significado junto de um pastor, um padre ou até através da internet.

Descobrirás a simplicidade e a grandeza do Evangelho. Arrisca saber mais!

Acreditamos em quê?

Não creio (o anticredo)

Não creio em respostas prontas, estereotipadas e definitivas; mas numa aprendizagem constante, num processos em fim de aprender.

Não creio em estratégias, modelos ou planos religiosos definidos e reproduzíveis; mas nas surpresas do dia a dia vivido na presença de Deus, no convívio familiar, comunitário e missionário.

Não creio em projectos ministeriais triunfalistas, importados e apostilados; mas no serviço simples, contínuo e discreto em favor dos pobres.

Não creio em técnicas de evangelização;  mas na pregação do evangelho o tempo todo com a vida e, quando necessário, usando palavras.

Não creio no barulho, na euforia e na agitação; mas no recolhimento e no silêncio.

Não creio na busca de poder religioso que alimenta ambições pessoais; mas no poder que se aperfeiçoa na fraqueza.

Não creio no que acontece sob os holofotes e é propagandeado; mas no pequeno, no discreto, no gesto simples do cotidiano.

Não creio em lideranças personalistas; mas em servos anónimos que reflectem a vida e o carácter de Cristo.

Não creio num evangelho explicativo, argumentativo e teórico; mas no evangelho que perdoa o pecador e o transforma em uma pessoa melhor.

Não creio na linguagem da motivação e da autoajuda religiosa; mas na linguagem da intimidade que encontra espaço para afectividade e confidências.

Não creio na teologia da prosperidade; mas numa teologia que gere quebrantamento, humildade, simplicidade e serviço desinteressado.

Não creio em crentes bonzinhos e certinhos; mas em gente real que erra e se arrepende e não tem vergonha de se apresentar como pecador remido pelo sangue do Cordeiro.

Não creio em oração que busca conforto pessoal; mas em oração que clama por santidade e engajamento por um mundo mais justo.

Não creio em oração gritada em público com o intuito de chamar atenção sobre si; mas na oração no secreto, onde ninguém vê e ninguém sabe.

Não creio em testemunhos, livros e conversas de pessoas vitoriosas em tudo e que nunca erram; mas em pessoas reais que se alegram e se entristecem, que têm virtudes e defeitos.

Não creio em práticas religiosas produzidas pela mente humana; mas naquelas que são fruto da intimidade com Deus.

Não creio em igrejas de classe média voltadas para si mesmas e sem visão social; mas naquelas cujos recursos humanos e financeiros são disponibilizados para missões e para ajuda humanitária.

Não creio que o marketing ou a tecnologia trarão o reino de Deus a nós, mas creio em acções concretas na busca da justiça e da paz nas nossas cidades.

Não creio em profecia que gera crentes infantilizados dependentes dos profetas; mas em profecia que anuncia o juízo e gera quebrantamento e dependência de Deus.

Não creio nos abraços e nos “eu te amo, meu irmão” instantâneos, induzidos por pregadores; mas em abraços e amizades vividas no cotidiano.

Não creio que adoração se resume ao “louvorzão” de domingo, dirigido por “levitas”; mas na glorificação de Deus como um estilo de vida de doação e santidade no cotidiano.

Não creio que é possível amar a Deus e não ter amigos; mas em ter vínculos, afetos e amizades que evidenciam um real compromisso com Cristo.

Não creio em discipulado que é mera doutrinação de conceitos e informações corretas; mas em discipulado que gera metanoia, arrependimento, mudança interior refletida nos gestos e nas atitudes do dia a dia.

Não creio numa fé mediada pelos sacerdotes e pelo templo; mas tão somente no sangue de Cristo, que possibilita a todos os que creem livre acesso ao trono de Deus.

Não creio que cheguei lá, que já tenho todas as respostas. Sigo aprendendo nesta minha jornada sem volta  e sem nunca chegar, uma jornada com Cristo, até Cristo, um caminho no qual prossigo tropegamente, mas animado pelo desejo de me tornar mais parecido com ele.

in “Inspiratio”, Osmar Ludovico

 

 

 

 

 

Como vivemos

Acreditamos numa Igreja Universal, Una, manifestada hoje em diversas realidades.
A diversidade de nomes como Católicos, Protestantes, Luteranos, Evangélicos, Anglicanos, Ortodoxos, entre muitos outros, manifestam a riqueza da presença do Espírito de Deus nas nossas vidas, sociedades e famílias.

Se o nome da sua Igreja lhe é importante, isso é bom. Significa que sabe a razão porque está comprometido na sua igreja. É muito importante viver a sua fé e aprofundar a forma de a viver. Porém, só quando dialogamos com o outro podemos ter verdadeira compreensão de nós mesmos, das nossas limitações, inconsistências e cristalizações. No outro escutamos a voz de Cristo que nos impele a experimentá-lo, novo, todos os dias.

Oramos e agimos para que a Igreja diversa se reconheça como Igreja una, isto é, comunidade de filhos que juntos dizem “Pai nosso…”
Deste modo a pergunta, por amor a Deus e ao anuncio do Evangelho: “O que mudaríamos hoje em nós, na nossa sociedade e na igreja?”

É uma pergunta aberta a todas as vozes, através do Espírito, para que todo o corpo de Cristo o revele cada vez mais.

Desta forma estamos abertos ao diálogo, procurando Deus na oração, acção, reflexão e louvor.

Que implicações no diálogo entre sensibilidades de fé diferentes na igreja cristã?

Quando me encontro ao lado de outro cristão e com ele trabalho, oro, testemunho, então aprendo a relativizar-me em questões que hoje reputo por dogmáticas.

Se abraço o meu irmão e a minha irmã, então quando falo acerca de diversos temas tenho de modelar a linguagem ” Não posso dizer a Igreja…” mas antes a minha forma de viver a Igreja. Por exemplo, para muitos cristãos a questão do lugar das mulheres é um problema. Porém se em vez de dizer “A Igreja procura caminhos…” disser a igreja Católica, ou a Igreja Evangélica ou a igreja Protestante, desde logo assumo que há realidades diferentes e que não há qualquer erro ou mal nessa realidade. Quando a o Papa concelebra com Bispos mulheres, está a dizer que a presenças das mulheres na Igreja não é um problema da Igreja mas apenas da Igreja Católica, o mesmo de passa com as igrejas evangélicas que não aceitam as mulheres como pastoras, ao orar com crentes que aceitam estamos a dizer que há Igrejas que vivem o Evangelho de forma diversa e isso não é um problema. Como esta forma de dialogar mudaria as abordagens internas, relativizava os dogmatismos que aprisionam o evangelho. O mesmo se diga para a opção do casamento dos padres ou pastores, da diaconia, das igrejas louvor e das igrejas serviço.

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